quarta-feira, 30 de abril de 2008

Inspiração

Por dias e dias nenhuma idéia
Ou idéias abstratas demais
Tem dias de samba, dias de jazz
Tem dias de choro, tem dias que não há nada
Há dias e dias que as idéias não voltam mais.

Há dias, há dias atrás...
Houve dias de glória
Há dias atrás foi uma vitória
Lembranças escritas na memória
Escritas de arte e beleza.
Em um ato só, de tudo luz
Por dias e dias compus.

Mas dos dias, a maioria é trabalho
Como já dizia Allan Poe
Não há iluminação divina
É tudo boato!
E disse, passo a passo
A filosofia da composição do seu maior poema
Mas digo: - Há dias escrevi sem problemas.

Então, podemos dizer, que há dias de inspiração
Dias de lenda, dias de terror e suspense
Dias em que o trabalho compense
Mas também há dias de nada.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Medo

O medo tem se espalhado como uma doença contagiosa pelo mundo. Medo dos ataques terroristas, medo dos aviões, medo da AIDS e das grandes epidemias, medo dos assaltos e da violência, medo de ter medo.

O medo, muitas vezes, se transforma em preconceito. Quantas vezes já não vimos desviarem o caminho pelo medo? Medo do estranho, medo do negro, medo do pobre, medo dos mulçumanos.

O olhar do medo também é retribuído. Medo de ser confundido, medo de ser rejeitado, medo de não sobreviver e de ter que entrar nas regras do jogo, medo das consequências.

O medo atinge qualquer pessoa, nao vê idade, raça ou classe social. O medo pode ser limite, preocupação, pânico, o medo pode ser fantasia, pode não vir, pode vir muito cedo.

As pessoas vão vivendo perseguidas pelo medo e são quase obrigadas a se adaptarem a essa realidade. O medo cria grades e correntes, ar de desconfiança de limites sem fronteira.

Quem tem medo, vê medo em qualquer lugar, por que o medo está dentro e não fora. Quem tem medo, teme por si e pelos outros. Não teme sempre, mas a qualquer hora.

Medo é subjetivo e as vezes generalizado. Medo pode ser solidário e muito egoísta. Medo vem junto com os sentimentos mais bonitos e, na maioria das vezes, acaba com eles.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O samba d'alegria

Hoje sonhei com mil palavras cruzadas
Araras de rimas raras, lindas, infindas
Poesia celeste, cordéis do agreste
Músicas de todo tipo, cheias de ritmo
E duas imagens não saíam da minha cabeça
A sutileza de um gesto amável
E a saudade de um notável alguém.

Nobre coração de incertezas
Insisto! O amor seja como seja
Que seje sempre poesia, que seja!

Deste samba faça a sua filosofia.
É uma alegria amar e não sofrer
Há quem diga, que assim o amor não existe
Mas pra quê amar se você ficar triste?
Amor assim, não desejo pra ninguém.

Nobre coração de incertezas
Insisto! O amor seja como seja
Que seje sempre poesia, que seja!